Jarro de filtragem de água Jarro de filtragem de água

Água, bem essencial

Uma das hipóteses mais comummente aceites para a origem da vida no nosso Planeta é que esta tenha sido trazida do espaço por cometas que bombardearam a Terra nos primórdios da sua criação. Os cometas são bolas gigantes de poeira e gelo, que vagueiam pelo espaço. Ao aproximarem-se do sol, o vento solar cria-lhes as caudas características dos cometas, que fazem as delícias de quem os observa da Terra, quando temos esse raro privilégio. Quem já teve oportunidade de observar um cometa, sabe que é um espetáculo marcante.

Muito provavelmente os constituintes básicos para a origem da vida chegaram à Terra numa dessas bolas de gelo. Depois, as primeiras células e formas de vida mais complexas desenvolveram-se nos oceanos primitivos. Ao longo de milhões de anos de evolução, esses que seriam os antepassados do homem moderno foram capazes de sair das águas e conquistar a Terra.

No entanto, ainda hoje a água é um elemento vital para o ser humano. O corpo humano é constituído 70 a 75 % de água.

Infelizmente, essa mesma água é cada vez mais um bem raro – especialmente no que toca a água potável. O cenário é tanto assim que muitos estudiosos afirmam que as guerras do futuro deixarão de ser pelo petróleo. Serão pela água, pelos recursos hídricos de qualidade. O petróleo é um luxo, mas a água é uma necessidade básica de sobrevivência.

Cada ser humano é responsável pelo consumo 380 litros de água por dia [1], seja para beber, cozinhar, necessidades de higiene ou outras. Em tempos de abundância 380 litros de água é relativamente pouco. Mas se pensarmos que este é um recurso indispensável e finito, e que as indústrias são autênticas máquinas devoradoras de água, tanto pela que consomem como pela que contaminam e deixam irremediavelmente indisponível para consumo humano, o problema torna-se preocupante. Industriais sem conhecimentos, sem escrúpulos, ou por acidente, despejam nos recursos hídricos contaminantes nocivos, que a Terra demora décadas, séculos ou milénios a digerir.

A água de qualidade é cada vez mais rara. O consumidor deixou poder de confiar na qualidade da água das fontes, poços e até do abastecimento público. No entanto, a água da torneira é tratada de forma a evitar a sua contaminação por substâncias químicas ou micro-organismos. No geral não há perigo para a saúde pública. Embora seja segura, a água da torneira pode conter substâncias que afetam o seu sabor e odor, por exemplo cloro usado para esterilização da água e impurezas orgânicas, da fonte ou da própria rede de distribuição.

Nos últimos anos houve um aumento exponencial do consumo de água engarrafada. Cada europeu consome, em média, 85 litros de água engarrafada por ano. Infelizmente, esse consumo apresenta consequências ecológicas indesejáveis. Em primeiro lugar, a principal matéria-prima do plástico é o petróleo, um recurso não renovável e ele próprio um grande poluente. Além de que água armazenada em garrafas de plástico acaba por ficar sujeita a contaminação do próprio plástico, dependendo da qualidade do plástico, bem como do tempo e das condições de transporte e armazenamento. Isto sem entrar em detalhes como o problema recorrentemente detetado de que a água engarrafada vendida por muitas empresas é na realidade água da torneira, não água de nenhuma fonte específica.

Uma solução ecológica e de crescente popularidade é o uso de sistemas de filtragem de água. Existem vários sistemas de filtragem, desde os mais simples aos mais complexos, dos mais caros aos acessíveis a qualquer carteira.

filtroAs técnicas de filtragem podem também ser variadas, desde sistemas ligados diretamente à rede doméstica de águas a jarros com filtros de carvão e resina ativa. Os sistemas de jarro têm a vantagem de ser portáteis e não precisarem de qualquer instalação – fácil de usar, versátil e económico. A filtragem melhora a qualidade e o sabor da água da torneira, reduzindo ou eliminando completamente impurezas, calcário, chumbo, cobre, metais pesados, alguns pesticidas e herbicidas e mesmo o cloro até 98%. O cloro é bastante usado para controlo bacteriológico da água, pelo seu poder desinfetante e baixo custo. O seu uso e ingestão em pequenas concentrações são perfeitamente seguros, sendo o produto recomendado pela Organização Mundial de Saúde. No entanto, não deixa de ser um elemento nocivo, cuja filtragem antes do consumo é desejável.

A água filtrada é ideal, não apenas para beber, mas também para cozinhar e preparar alimentos, tornando os pratos e bebidas mais saborosos e saudáveis.

[1] http://www.waterfootprint.org

 



Inserido em: 2013.03.26 Última actualização: 2014.10.15

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Bebidas Saudáveis
Autores > Redatores > Cristina Rodrigues